são coisicas assim que despertam em
mim o dragão, o monstro hediondo da inveja... aliás, inventaram, recentemente,
uma figura poética até certo ponto bonitinha – mas ordinária por ser algo
socialmente incorreta – para denominar essa coisa negra (ops!): “inveja
branca”. essas coisicas a que me referi acima são esses achados. a frase
lapidar (pode mesmo vir a sê-lo para a carreira política de um dos joões já que
a do outro não existe mais) me foi dita com uma fina ironia como uma explicação
para os tresvarios do simpático alcaide desta cidade chamada do são salvador da
bahia. uma explicação que nos remete então à carga genética herdada pelo
ex-marido da tornada ex-primeira-dama, suaaltesíssima real dona orge ainda
reinante nos corredores do palácio thomé de souza ainda que urjam os anseios de
dom henrique de entronizar a legalidade no leito palaciano (no sentido figurado
já que o thomé de souza não o disponibiliza pelo menos da forma como o concebemos) e ainda que pesem ou cheirem ou
emanem os eflúvios dos feromônios do mancebo recém emancipado, voltemos à frase
que me despertou tamanha inveja: joão é filho de joão. aaah, doutor hélio! sem
dúvida... sem dúvida alguma!
só à guisa de ilustração: conta a história que o
pai de joão, alcaide, o joão, senador, aquele que tira uma soneca em pleno
ensaio do olodum, temia tanto a ira da bem-amada que não hesitava em apagar um
hollywood sem filtro ainda não de todo fumado na própria mão para não ser
flagrado pitando um cigarrinho. manda quem pode, obedece quem tem juízo. na rua, na chuva ou na fazenda
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terça-feira, janeiro 24, 2012
terça-feira, maio 24, 2011
salvador park: a cidade loteada.
decididamente eu estou relapso. melhor, eu sou relapso. faz algum tempo que quero sentar e postar algo no pobre do blog que deve, como aquela noiva chinesa, estar pensando em suicídio pós abandono e não o faço. mas, aqui estou. dei uma pausa na leitura do caim de saramago (como sempre, algo bom demais da conta) e sentei-me. o problema agora é produzir algo que valha a pena alguém ler. em todo o caso...
salvador, onde trabalho mas não vegeto nem vivo, está insuportável, impraticável, intransitável, detestável (repetí-me?!) intragavável, intratável e com o tempo instável. se você sai de ônibus (baianamente, de buzu) é aquela desgraceira no caminho da feira: superlotação, motoristas suicidas, cobradores mal-educados, assentos sujos e moderninhos com celulares tocando pagodes a 200 mil decibéis ao seu lado. se você é privilegiado e tem carro... aaah! se ferrou de verde e amarelo! não bastassem todos os engarrafamentos e ruas esburacadas, tem o problema de estacionamento. não que faltem. até sobram mas...
em todo canto desta cidade d'oxum (salve gerônimo! salve vevé calazans!) há um estacionamento... privado. não sei onde os caras dos bahias park soteropolitanos descobrem espaços livres assim. e nem precisam ser privados de verdade. eles tem mais faros do que aqueles cães ingleses que caçavam ou caçam raposas nos parques reais. basta uma nesga de terra e eles aparecem com duas cancelas, um bom velhinho e um talonário. eles e os ainda chamados flanelinhas.... pode ser praia, praça, beco, quintal... qualquer lugar, tá bom pra ser estacionamento. isto sem contar os oficiais, oficialmente chamados de zonas azuis.
tem até padrão, com fardas, sinalização e o escambau. na república livre de itapuã tem uma pracinha que, a princípio, era dedicada aos pescadores ali dos "quilos" onde tem aquela costelinha de baleia onde os turistas se encostam pra registrar fotograficamente a visita que, há tempos, está privatizada pela sei-lá-o-quê park. transformou-se em estacionamento. mas somente de sexta a domingo. no restante dos dias é devolvida ao povaréu. morro de medo de chegar em casa qualquer hora dessas e encontrar minha varanda com uma cancelinha daquelas, um guardador com o bloquinho de tickets e a plaquinha de "estacione aqui".
salvador, onde trabalho mas não vegeto nem vivo, está insuportável, impraticável, intransitável, detestável (repetí-me?!) intragavável, intratável e com o tempo instável. se você sai de ônibus (baianamente, de buzu) é aquela desgraceira no caminho da feira: superlotação, motoristas suicidas, cobradores mal-educados, assentos sujos e moderninhos com celulares tocando pagodes a 200 mil decibéis ao seu lado. se você é privilegiado e tem carro... aaah! se ferrou de verde e amarelo! não bastassem todos os engarrafamentos e ruas esburacadas, tem o problema de estacionamento. não que faltem. até sobram mas...
em todo canto desta cidade d'oxum (salve gerônimo! salve vevé calazans!) há um estacionamento... privado. não sei onde os caras dos bahias park soteropolitanos descobrem espaços livres assim. e nem precisam ser privados de verdade. eles tem mais faros do que aqueles cães ingleses que caçavam ou caçam raposas nos parques reais. basta uma nesga de terra e eles aparecem com duas cancelas, um bom velhinho e um talonário. eles e os ainda chamados flanelinhas.... pode ser praia, praça, beco, quintal... qualquer lugar, tá bom pra ser estacionamento. isto sem contar os oficiais, oficialmente chamados de zonas azuis.
tem até padrão, com fardas, sinalização e o escambau. na república livre de itapuã tem uma pracinha que, a princípio, era dedicada aos pescadores ali dos "quilos" onde tem aquela costelinha de baleia onde os turistas se encostam pra registrar fotograficamente a visita que, há tempos, está privatizada pela sei-lá-o-quê park. transformou-se em estacionamento. mas somente de sexta a domingo. no restante dos dias é devolvida ao povaréu. morro de medo de chegar em casa qualquer hora dessas e encontrar minha varanda com uma cancelinha daquelas, um guardador com o bloquinho de tickets e a plaquinha de "estacione aqui".
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